Seja bem-vindo(a) ao blog Etiopatogênese!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Autismo: ainda um enigma

     Há mais de 70 anos, cientistas estudam aquela que é uma das mais enigmáticas desordens neurológicas: o autismo. Os mecanismos do distúrbio permanecem em grande parte desconhecidos, mas novos estudos indicam caminhos mais eficazes para tratá-lo.

     Ele vive no seu próprio mundo.” A frase é bastante utilizada para descrever de forma leviana pessoas distraídas, que dão pouca atenção ao que acontece ao seu redor. As mesmas palavras, entretanto, ganham um significado muito mais enfático quando se referem a um portador de autismo – uma desordem neurológica manifestada por uma tríade de sintomas: déficit de interação social, dificuldade de linguagem e comportamento repetitivo. 


     Um menino autista escondido debaixo da mesa de jantar, no breve instante em que mostra seu rosto ao fotógrafo. Afinal, o autismo não é uma disfunção única, mas sim um espectro de problemas, que variam de intensidade e tipo. Uma criança com um autismo leve como a síndrome de Asperger, por exemplo, pode conversar, frequentar escolas normais e ter uma vida independente quando envelhecer.

    E é justamente por abarcar uma infinidade de comportamentos e sintomas secundários que médicos e cientistas preferem classificar o distúrbio, de maneira mais geral, como desordens do espectro autista (ASD, na sigla em inglês).
Como um dos principais sintomas do autismo é a dificuldade de interação social e de comunicação, torna-se um duplo desafio para pais, médicos, neurologistas, psicólogos e psiquiatras diagnosticar e tratar de crianças que apresentam esse comportamento.

     Projeto Autismo no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o ideal é que o diagnóstico seja feito quando a criança tem entre um ano e meio e dois anos. “O mais comum, no entanto, é a partir dos três anos de idade”, afirma.
Por apresentar diversos sintomas e níveis, o próprio diagnóstico para a desordem do espectro autista é bastante individualizado e subjetivo. Segundo Vadasz, a observação é a base para que se aponte se uma criança tem ou não autismo. “Observamos as três áreas mais afetadas pelas desordens autistas: a comunicação e a linguagem, a socialização; e os comportamentos repetitivos e interesses circunscritos”, explica o médico, acrescentando que não há um exame médico específico para o diagnóstico do autismo.

     No Brasil, não há uma estimativa oficial do governo de casos de autismo na população e, para fins estatísticos, utilizam-se dados extrapolados de instituições estrangeiras, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Segundo um relatório de 2006 desse instituto, uma em cada 110 crianças é portadora de uma desordem do espectro autista. O número parece bastante alto, mas os critérios do instituto provavelmente englobam muitos níveis de autismo, inclusive os mais leves.
 
 
Postado por: Deiseane
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/

terça-feira, 11 de maio de 2010

Planta nativa é eficaz contra hipertensão


     Pacientes com pressão arterial poderão futuramente contar com mais um aliado no combate à doneça. Trata-se da planta Echinodorus grandiflorus, mais conhecida como chapéu-de-couro, que vem demonstrando ser um eficaz vasodilatador, de acordo com o estudo realizado pela equipe de farmacologia. Por meio de experimentos realizados em aortas de coelhos previamente contraídas com noradrenalina (substância capaz de causar aumento da pressão arterial), e depois em ratos espontaneamente hipertensos, constatou-se que os efeitos gerados pelo extrato de chapéu-de-couro são semelhantes aos produzidos pelos medicamentos utlizados atualmente para o tratamento de pacientes com elevada pressão arterial.

Fonte: Revista Ciência Hoje, vol.41, nº241.

Postado por: Paula

Um passo essencial !!!


      A determinação da estrutura do DNA por James Watson e Francis Crick (1916-2004) em 1953 foi um feito singular, que abriu caminho para realização de trabalhos marcantes na área de biologia molecular. Entre outros, destaca-se o desenvolvimento, em 1957, do método que permitiu que se compreendesse melhor o processo de replicação do DNA. A nova técnica, criada pelos geneticistas norte-americanos Matthew Maselson e Franklin Stahl, baseia-se na separação de macromoléculas em gradiente de densidade. Graças a esse trabalho, no ano seguinte eles demonstraram que a molécula da heretariedade se replica mantendo uma de suas fitas e formando uma fita nova.

Fonte: Revisa Ciência Hoje, vol.41, n°241.

Postado por: Paula

Exame de Sangue para Fibrose Hepática

     
      A fibrose hepática decorrente da existência de duas infecções -hepatite C e esquistossomose- acaba de ganhar um aliado no diagnóstico. Pesquisadores do partamento de Imunologia do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CpqAM), da Fundação Oswaldo cruz, em Pernambuco, desenvolveram um exame simples para o acompanhamento da evolução dessas infecções, feito geralmente por meio de biópsia hepática (para a hepatite C) e de ultra-sonografia (para esquistossomose). A partir de um exame de sangue comum, é possível medir a concentração de marcadores biológicos para cada uma das doenças separadamente e também associadas. A fibrose é uma reação típica a uma lesão crônica como as infecções virais e helmínticas (como as causadas pela esquistossomose), caracterizada por um acúmulo excessivo de proteínas da matriz extracelular. Um simples exame de sangue permitirá medir a concentração de marcadores biológicos nos pacientes co-infectados, ajudando a identificar o estágio da inflamação e de fibrose no fígado.

Fonte: Ravista Ciência Hoje, vol.41, nº241.

Postado por: Paula

Extrato de Picão tem efeito anticancerígeno

      Um extrato fitoterápico obtido da planta Bidens alba, encontrada no litoral paulista e popularmente conhecida como picão, revelou, em estudos in vitro, eficiência para tratamento de três tipos de câncer e cinco tipos de leucemia. Fizeram então testes para checar a eficácia do extrato e de grupos químicos sobre neoplasias in vitro, em cinco tipos de leucemia e para três tipos de adenocarcinoma (câncer): de próstata, de ovário e de mama. Em todas as investigações, as frustações selecionadas se mostraram eficazes, inibindo o crescimento das células cancerígenas.

Fonte: Revista Ciência Hoje, vol.41, nº241.

Postado por: Paula

A enxaqueca e seus mistérios...

     Mais do que uma simples dor de cabeça, a enxaqueca é uma doença, que se manifesta com vários sintomas -de alterações visuais e vômitos- e cujos mecanismos de ação são complexos e desafiadores. Neurocientistas acreditam que pessoas com enxaqueca possam ter nascido com mutações genéticas, que alteram a resposta de uma área do cérebro, desencadeando um processo inflamatório.Além de tentar compreender melhor essas alterações, a busca dos pesquisadores atualmente é por tratamentos mais específicos que bloqueiem a expressão desses genes e normalizem as funções cerebrais, melhorando a vida de milhões de pacientes no mundo inteiro.

Fonte: Revista Ciência Hoje, vol. 41, n°241.

Postado por: Paula

Refrigerantes e Coração!!!

     
      O consumo de refrigerantes está ligado ao aumento da "gordura" no sangue (triglicerídeos), à hipertensão em adultos, à epidemia de obesidade e ao surgimento de diabetes entre jovens. As versões dietéticas da bebida até agora se mostram "quase" inofensivas. Segundo o trabalho publicado na revista da Associação Norte-Americana de Cardiologia é incisivo: aqueles que alegaram beber mais de um refrigerante por dia, dietético ou não, mostraram ter de 50% a 60% mais chances de desenvolver a chamada síndrome metabólica quando comparados aos que ingerem menos do que isso diariamente. A síndrome metabólica é defenida como a reunião de vários fatores de risco para as doenças cardíacas. E de acordo com a indústria, os que beberam mais de um refrigerante por dia mostraram ter, em média, 30% mais chances de ficarem obesos, ter elevação dos triglicerídeos, aumentar a glicose no sangue sofrer de diminuição do "bom" colesterol (HDL). Mas é importante notar que o estudo não prova que beber refrigerantes causa doenças no coração, mas sim que aqueles que bebem mais do que certa dose diária são mais propensos a desenvolver esses fatores de risco.

Fonte: Revista Ciência Hoje, Vol.41, n°241.

Postado por: Paula